sábado, 6 de agosto de 2011

A Educação a distância no Brasil e no Mundo

A Revista Digital "La Educ@ciol" em maio de 2011 publicou um texto de João Mattar cujo titulo era: Web 2.0 e Redes Sociais na Educação a Distância: Cases no Brasil, ele faz uma revisão referente ao modelo EAD no Brasil e no mundo e seu novo cenário.
Antigamente para realização do EaD não havia telefone, rádio, televisão, computador nem celular, para isso, estabeleceu-se um modelo de EaD por correspondência. Atualmente o cenário é completamente diferente, com o desenvolvimento das TICs (Tecnologias da Informação e da Comunicação), da internet, das ferramentas da web 2.0 e das redes sociais, que fazem parte da educação.
Antes havia pouco conteúdo disponível e praticamente não era possível interagir à distância, hoje há um excesso de conteúdo disponível e é possível interagir intensamente à distância. Segundo Bruno,2009 desta forma, os alunos podem assumir lideranças temporárias ou regências emergentes, compartilhando o processo de mediação com o professor.
A integração de ferramentas da web 2.0 e redes sociais à educação desafia vários axiomas da Educação a Distância (EaD). A equação “Conteudista + Designer Instrucional + Web Designer + Tutor”, marca a maioria dos modelos de EaD adotados no Brasil, porém esta se tornando inadequada para educar essa nova geração. Este cenário exige um design educacional, baseado em teorias como construtivismo e conectivismo, em substituição ao design instrucional, fundamentado no behaviorismo e orientado principalmente aos objetivos de aprendizagem e produção de conteúdo.
O Construtivismo adota como idéia que primeiramente o educador deve conhecer seus alunos a fim de organizar o processo e não ter como foco o conteúdo. Esta teoria anda ao lado do Conectivismo, que segundo Siemens (2004), é a teoria mais adequada para era digital, uma vez que a ação é necessária sem aprendizado pessoal, utilizando informações fora do nosso conhecimento primário. Ou seja, devemos construir um cenário de aprendizagem juntamente com alunos e professores.  Para atingir esse estado, parece ser necessário posicionar o envolvimento antes do conteúdo. Para Prensky (2007), a ordem dos fatores no design deveria ser: (1) motivação; (2) reflexão; (3) individualização; (4) criação; e somente no final (5) conteúdo. Foco na comunidade (participação em grupos), foco na avaliação (interação e feedback frequentes) e foco no aprendiz (conexões pessoalmente relevantes a contextos do mundo real) são no mínimo tão importantes quanto foco no conteúdo para facilitar o aprendizado.
Este artigo parte destas reflexões para analisar algumas experiências contemporâneas de uso de web 2.0 e redes sociais em educação à distância no Brasil e avaliar as oportunidades que elas oferecem para o desenvolvimento humano no país.
            Sem dúvida precisamos refletir sobre algumas ferramentas, tecnologias e atividades utilizadas em EAD, além de discutirmos os novos papéis desempenhados pelos alunos e professores.

2 comentários:

  1. Importante a discussão sobre as novas ferramentas para a EaD. As redes sociais são ferramentas importantes que conta com inúmeros no Brasil. Nosso país é um dos campeões em uso de redes sociais o que mostra que há uma grande parte da população que está conectada e tem acesso à internet e meios virtuais de comunicação.

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  2. Concordo com o autor quando ele diz que "devemos construir um cenário de aprendizagem juntamente com alunos e professores." A educação Ead deve buscar sempre disponibilizar conteúdos com foco no aluno, ou seja, entender antes os meios de acesso daquele grupo e assim posicionar o envolvimento antes do conteúdo.

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